Aplicativo Laudelina: Comunicação Pública e Estratégias em prol dos Direitos de Trabalhadoras Domésticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/rccs.v7i1.5037

Palavras-chave:

Gênero, Trabalhadoras Domésticas, Comunicação Digital, Comunicação Pública, Themis

Resumo

Este artigo reflete sobre a apropriação estratégica de mídias digitais pela organização não governamental Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos. Parte-se de uma análise tecnodiscursiva das estratégias em plataformas digitais e no aplicativo recém lançado Laudelina, voltado para trabalhadoras domésticas. Themis considerou a adesão de seu público aos dispositivos móveis e seus respectivos aplicativos, cada vez mais populares inclusive entre mulheres de baixa renda. 

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Tamires Ferreira Coêlho, Universidade Federal de Mato Grosso
    Professora Adjunta do Departamento de Comunicação Social, Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Referências

BIROLI, Flávia. Divisão sexual do trabalho e democracia. Dados-Revista de Ciências Sociais, v. 59, n. 3, 2016.

BIROLI, Flávia; MIGUEL, Luis Felipe. Gênero, raça, classe: opressões cruzadas e convergências na reprodução das desigualdades. Mediaçðes, v. 20, n. 2, p. 27-55, 2015.

BONETTI, Aline. Sermerssuaqs cariocas? Convenções de gênero entre adolescentes negras do Rio de Janeiro. In: TAQUETTE, Stella Regina (org.). AIDS e juventude: gênero, classe e raça. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2009.

BRITES, Jurema. Afeto e desigualdade: gênero, geração e classe entre empregadas domésticas e seus empregadores. Cadernos Pagu, n. 29, p. 91-109, 2007.

CADORE, Nathália Boni et al. Direitos humanos e perspectivas feministas para o direito no Brasil contemporâneo: uma análise da trajetória da ONG Themis de Porto Alegre (1993-2013). Dissertação (Programa de Pós-Graduação em História) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, 2017.

CARDOSO, Cláudia Pons. L’intersectionnalité du point de vue du mouvement brésilien des femmes noires. Les cahiers du CEDREF, n. 20, Paris, p. 57-66, 2015.

COÊLHO, Tamires Ferreira; SILVA, Marcelo Rodrigo da. La mort, l’humour et les stratégies de communication numérique. Communication & Organisation, n. 1, p. 77-90, 2017.

COLLINS, Patricia Hill. Toujours courageuses [brave] ? Le féminisme noir en tant que projet de justice sociale. Trad. Françoise Bouillot. Les cahiers du CEDREF, n. 20, Paris, p. 19-38, 2015.

COLLINS, Patricia Hill. Se perdeu na tradução? Feminismo negro, interseccionalidade e política emancipatória. Parágrafo: Revista Científica de Comunicação Social da FIAM-FAAM, v. 5, n. 1, p. 617, 2017.

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Estudos feministas, n.10, v.1, p. 171-188, 2002.

D’ALMEIDA, Nicole. Les promesses de la communication. Paris: Presses Universitaires de France, 2001. D’ALMEIDA, Nicole. La perspective narratologique en organisations. In: BROISE, Patrice de la? LAMARCHE, Thomas. Responsabilité sociale : vers une nouvelle communication des entreprises? Lille: Ed. du Septentrion, 2006.

DUARTE, Jorge. Instrumentos de comunicação pública. In: DUARTE, Jorge (org.). Comunicação pública: estado, mercado, sociedade e interesse público. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009, p. 59-71.

FACEBOOK. 102 milhões de brasileiros compartilham seus momentos no Facebook todos os meses. 19 de abril de 2016. Disponível em: <https://www.facebook.com/business/news/102-milhes-debrasileiros-compartilham-seus-momentos-no-facebook-todos-os-meses>. Acesso em: jan. 2018.

FALQUET, Jules; KIAN, Azadeh. Introduction : intersectionnalité et colonialité. Les cahiers du CEDREF, n. 20, Paris, pp. 7-17, 2015.

GOOGLE, Desafio de impacto social Brasil 2016. THEMIS: Um app que fornece conhecimento e ferramentas para trabalhadoras domésticas lutarem por seus direitos. 2016. Disponível em: <https://desafiosocial.withgoogle.com/brazil2016/charity/themis>. Acesso em: jan. 2018.

HIRATA, Helena. Gênero, classe e raça Interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Tempo social, v. 26, n. 1, p. 61-73, 2014.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. PNAD - Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 2015. Rio de Janeiro: IBGE, 2016.

KOÇOUSKI, Marina. Comunicação pública: construindo um conceito. In: MATOS, Heloiza (org.). Comunicação pública: interlocuções, interlocutores e perspectivas. São Paulo: ECA-USP, 2012, pp. 71-96.

KRISTEVA, Julia. Seule une femme. La Tour-d'Aigues: L’Aube, 2013.

KUNSCH, Margarida. Comunicação organizacional na era digital: contextos, percursos e possibilidades. Signo y Pensamiento, v. 26, n. 51, 2007.

MARQUES, Ângela Salgueiro. O processo deliberativo a partir das margens: o programa BolsaFamília na mídia e na fala das beneficiárias. Tese (Programa de Pós-graduação em Comunicação Social) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, 2007.

MARQUES Ângela Salgueiro; OLIVEIRA Luciana. Poder e Resistência: breve reflexão teórica sobre o papel do humor nos conflitos público-privado em contextos organizacionais. In: Ciberlegenda, n. 26, 2012.

MATA, Maria Cristina. et. al. Ciudadanía comunicativa: aproximaciones conceptuales y aportes metodológicos. In: PADILLA, Adrián; MALDONADO, Alberto Efendy. Metodologías transformadoras: tejiendo la Red en Comunicación, Educación, Ciudadanía e Integración en América Latina. Caracas: Fondo editorial CEPAT/UNESR, 2009.

MILLS, Charles Wright. A imaginação sociológica. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975.

MORICEAU, Jean-Luc; MENDONÇA, Carlos Magno. Afetos e experiência estética: uma abordagem possível. In: MENDONÇA, Carlos Magno; DUARTE, Eduardo; CARDOSO FILHO, Jorge. (orgs.). Comunicação e Sensibilidade: pistas metodológicas. Belo Horizonte: PPGCOM UFMG, 2016, pp. 7998.

NASCIMENTO, Lebna Landgraf do. Comunicação pública nas redes sociais digitais. In: MATOS, Heloiza (org.). Comunicação pública: interlocuções, interlocutores e perspectivas. São Paulo: ECAUSP, 2012, pp. 289-309.

PAVEAU, Marie-Anne. L’intégrité des corpus natifs en ligne. Une écologie postdualiste pour la théorie du discours. Les cahiers de praxématique, Montpellier, Presses universitaires de la Méditerranée, 2015, Corpus sensibles.

RODRIGUES, Adriano Duarte. Estratégias de comunicação: questão comunicacional e formas de sociabilidade. 3. ed. Lisboa: Presença, 2001.

SANTOS, Larissa Conceição dos. A narrativa organizacional para a promoção do engajamento. ECompós, v. 17, n. 1, 2014.

SILVA, Enise de Castro. Enquadramentos: diferentes perspectivas como potencial para o estudo da página “Eu, empregada doméstica”. In: 40 º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2017, Curitiba. Anais... Curitiba: Intercom, 2017.

THEMIS. Themis - Gênero, Justiça e Direitos Humanos. Porto Alegre, 2017. Disponível em: . Acesso em: dez. 2017.

TOMAZETTI, Tainan; BRIGNOL, Liliane. A Marcha das Vadias e o fenômeno do feminismo comunicacional: usos sociais do Facebook na construção de políticas de identidade de gênero na sociedade em rede. Revista de Estudios para el Desarrollo Social de la Comunicación, n. 11, 2015. WEBER, Maria Helena. Na comunicação pública, a captura do voto. Logos, v. 14, n. 2, p. 21-42, 2007.

Downloads

Publicado

2020-12-31

Como Citar

Aplicativo Laudelina: Comunicação Pública e Estratégias em prol dos Direitos de Trabalhadoras Domésticas. (2020). Revista Comunicação, Cultura E Sociedade, 7(1), 083-100. https://doi.org/10.30681/rccs.v7i1.5037

Artigos Semelhantes

1-10 de 144

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.