As cores do racismo: o lápis “cor de pele” e a naturalização do branqueamento na educação infantil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/faed.v42i1.14882

Palavras-chave:

educação infantil, lápis cor de pele, branqueamento

Resumo

Este artigo discute as implicações resultantes do branqueamento no espaço da Educação Infantil, enfatizando aspectos referentes ao racismo camuflado, manifestado de forma sutil e cotidiana nos conceitos de determinadas cores aprendidas desde a infância e perpetuadas na vida adulta. O objetivo é identificar como as crianças aprendem a expressão “lápis cor de pele” e como essa expressão é assimilada por esse público. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, com observações in loco e entrevistas semiestruturadas. As observações foram realizadas em uma turma composta por dez crianças. As entrevistas foram realizadas com nove docentes da mesma instituição. A pesquisa revelou que, desde pequenas, as crianças já intitulam o lápis rosa-claro como sendo o de “cor de pele”. Essa associação influencia as percepções infantis sobre a cor da pele. Esses padrões de branqueamento causam impactos negativos na construção da identidade e da autoestima de crianças negras.

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Biografia do Autor

  • Daiany Pereira, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Mestre em Educação pelo  Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Cáceres, Cáceres (MT), Brasil.

  • Paulo Alberto dos Santos Vieira, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Doutor em Sociologia, professor do magistério superior na Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT), Cáceres - (MT), Brasil.

  • Alessandra Ferreira Mota, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Doutoranda em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Cáceres, Cáceres (MT), Brasil.

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Publicado

2026-07-09

Como Citar

PEREIRA, Daiany; DOS SANTOS VIEIRA, Paulo Alberto; FERREIRA MOTA, Alessandra. As cores do racismo: o lápis “cor de pele” e a naturalização do branqueamento na educação infantil. Revista da Faculdade de Educação, [S. l.], v. 42, n. 1, p. e4226014, 2026. DOI: 10.30681/faed.v42i1.14882. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/ppgedu/article/view/14882. Acesso em: 14 jul. 2026.