Epistemologias do sul: interfaces entre autogestão, transconhecimento e transustentabilidade
DOI:
https://doi.org/10.30681/faed.v42i1.15125Palavras-chave:
autogestão, transustentabilidade, complexidadeResumo
A sociedade industrial (racionalidade moderna) - lógica hegemônica - produziram a sociedade de risco: Uma sociedade da incerteza e das grandes mazelas sociais que em nome do progresso econômico e científico colocaram em perigo a vida na terra (racionalidade moderna: sofrendo exaustão, desintegração e desencantamento). Autogestão está produzindo uma nova Epistemologia – do Sul – fundada na complexidade do interconhecimento e no transconhecimento (característica auto-eco-organizadora). Um conhecimento transdisciplinar que dialoga com a lógica da ecosolidariedade, da teosolidariedade e da antroposolidariedade. Essa tríade das eco-teo-antroposolidariedades pode revigorar o conceito de desenvolvimento. Desenvolvimento ancorado na sustentabilidade não se reduz ao pragmatismo do mercado, porém o mercado se apropriou do conceito. Desenvolvimento transsustentável traduz a incompletude da sustentabilidade, pois permite não só o diálogo e o trânsito entre o econômico, o político, o social e o cultural, mas comporta a ousadia da transcendência e da transgressão que carregam a esperança e a utopia. Uma esperança que não espera. Uma utopia que motiva caminhar. É um fazer junto singular aos sujeitos do processo que estão protagonizando e vivendo outras formas de fazer ciência e construindo outro mundo possível. As Epistemologias do Sul apresentam infinitas possibilidades no processo de transição paradigmática/paradigma emergente rumo ao inédito viável.
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