SOBRE OLHOS QUE CHORAM E GRITAM: UMA ANÁLISE DO RACISMO ESTRUTURAL EM OLHOS D’ÁGUA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/rln.v16i44.10812

Palavras-chave:

racismo estrutural, violência, Maria, Conceição Evaristo

Resumo

Este trabalho objetivou analisar sobre a ótica do racismo estrutural no conto Maria, que compõe a coletânea Olhos d’água, de Conceição Evaristo. Como metodologia, utilizou-se pesquisa qualitativa. Enquanto aporte teórico, usamos o conceito de racismo estrutural apresentado por Almeida (2020) e sobre a experiência social do negro de Fanon (2008), além do mais, valeu-se da noção de estigma de Goffman (2021). Pode-se perceber que a personagem protagonista do conto sofre a partir de uma conjuntura de racismo estrutural um processo de inferiorização e posterior silenciamento de seu discurso, ao ponto que este culminou em uma tragédia.

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Biografia do Autor

  • Luizir de Oliveira, UFPI

    Professor Titular do Departamento de Filosofia, professor permanente do Mestrado Profissional em Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Piauí. Concluiu o Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 2003. Atua na área de filosofia com projeto de pesquisa em Ética, Estética e Filosofia Social. Dedica-se à investigação temática da confluência entre Ética e Estética, com ênfase nas interfaces entre a Filosofia e a Literatura

  • Gil Derlan Silva Almeida, UFPI

    Doutorando em Letras, com período sanduíche na New York University (NYU), nos EUA. Mestre em Letras, ambos com área de concentração em Estudos Literários. Especialista em Línguas Portuguesa e Inglesa. Graduado em Letras- Língua Portuguesa/Inglesa e literaturas correspondentes. Pesquisa e estuda sobre gênero, feminismo e representações de mulheres e grupos marginalizados na literatura. É membro dos grupos de pesquisa: Literatura, Enunciação e Cultura (UFMA); Tirésias: Núcleo de Estudos e Ações sobre gênero; Ensino-Aprendizagem de Línguas e Literaturas nos Institutos Federais e LAHIS - Laboratório de Estudos e Pesquisas em História, Cultura e Poder (IFMA). Possui experiência no ensino de línguas portuguesa, inglesa e suas literaturas na educação básica e superior. É avaliador especialista de cursos da SETEC-MEC e professor efetivo de Letras Português/Inglês do Instituto Federal do Maranhão- Campus Bacabal.

Referências

ALMEIDA, S. L. de. Racismo estrutural. São Paulo: Editora Jandaíra, 2020.

BHABHA, H. K. O local da cultura. Tradução de Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis, Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.

EVARISTO, C. Maria. In: Olhos d´água. Rio de Janeiro: Pallas, 2014. (E-book)

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GOFFMAN, E. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. 4. ed.

Tradução de Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes. Rio de Janeiro: LTC. 2021.

LEHNEN, L. O direito à poesia. In: DALCASTAGNÈ, Regina. Literatura e direitos humanos. Porto Alegre, RS: Zouk, 2018. p. 13-29.

MARIA. In: Dicionário de Nomes Próprios da Língua Portuguesa, 2021. Disponível em: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=syllables&act=list&letter=m&start=3300 Acesso em 21 dez. 2021.

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Publicado

21/08/2023

Edição

Seção

Dossiê Temático 2023/1 "As escrevivências de Conceição Evaristo: as mulheres negras no centro das narrativas"

Como Citar

SOBRE OLHOS QUE CHORAM E GRITAM: UMA ANÁLISE DO RACISMO ESTRUTURAL EM OLHOS D’ÁGUA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO. (2023). Revista De Letras Norte@mentos, 16(44). https://doi.org/10.30681/rln.v16i44.10812

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