AS POSSIBILIDADES DE REVOLUÇÕES SÃO INFINITAS
A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO TELEVISIVO DE KATNISS EVERDEEN EM MOCKINGJAY
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v19i56.13955Palavras-chave:
Jogos vorazes, Linguagem, Reality show, TelevisãoResumo
No universo de The Hunger Games, saga criada por Suzanne Collins, as autoridades de Panem utilizam o reality show Jogos Vorazes como instrumento de repressão e domínio simbólico exercido pela Capital. No entanto, a participação de Katniss Everdeen no programa provoca um enfraquecimento no discurso de poder e soberania daquele sistema, principalmente quando a garota se une ao grupo revolucionário do país. Diante disso, o objetivo do estudo é analisar como o discurso televisivo da personagem Katniss Everdeen é estrategicamente construído durante o processo revolucionário apresentado em Mockingjay (2010), a fim de mobilizar a população dos distritos contra a Capital. Para alcançar tal objetivo, a pesquisa é fundamentada nos aportes teóricos de Michel Foucault (1996), que discute sobre a produção do discurso e os procedimentos para o funcionamento do mesmo, e Stuart Hall (2016) no que se refere às relações entre linguagem, representação e identidade. Metodologicamente, utiliza-se uma abordagem qualitativa de caráter exploratório-descritivo, baseada no método hipotético-dedutivo. Realiza-se uma análise discursiva de trechos específicos das obras de Collins que apresentam elementos simbólicos veiculados pela televisão no enredo, tais como discursos públicos, imagens, canções e símbolos associados à personagem, observando os efeitos produzidos por essa linguagem e os processos de identificação com o público fictício. Desta maneira, os resultados indicam que o discurso revolucionário se apropria de signos culturais compartilhados pela população para produzir identificação, pertencimento e reconhecimento nos telespectadores. Conclui-se que a televisão, longe de ser apenas um meio de comunicação, atua como um dispositivo estratégico de poder.
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