SUBJETIVIDADE E ESCRITA ACADÊMICA
O PAPEL DA LITERATURA NA FORMAÇÃO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v19i56.14210Palavras-chave:
Escrita acadêmica, literatura, subjetividade.Resumo
Neste estudo, problematiza-se a escrita acadêmica no ensino superior, marcada pela valorização de gêneros consagrados cientificamente e pela dificuldade de expressão singular dos discentes. Busca-se investigar a inserção da leitura de obras literárias no currículo de língua portuguesa, voltado a estudantes de psicologia de uma instituição privada, questionando se tal prática pode influenciar a produção escrita, promovendo autonomia e favorecendo a manifestação de subjetividades. Para tanto, propôs-se a leitura de textos de Clarice Lispector, associada à produção de escritos que refletissem sobre a apropriação do gênero literário pelos participantes. Foram analisados qualitativamente dezessete relatos, à luz de teóricos como Candido (2011), Bosi (2000) e Todorov (2009). Os resultados apontam que a leitura favoreceu a autonomia dos estudantes, constatada pela diversidade de produções — músicas, poemas, contos, cartas — que permitiram reflexões menos engessadas sobre a escrita e suas convenções acadêmicas, além de práticas de intertextualidade e citação. Identificaram-se, ainda, indícios de singularidade, tais como liberdade estética e formal, articulação das leituras às experiências pessoais, reflexões sobre o ato de ler e manifestações da escrita de si. Esses achados reforçam as concepções de Candido (2011) sobre o papel humanizador da literatura e dialogam com Geraldi (1993), que discorre que a ausência de uma concepção significativa de linguagem limita a produção textual discente. Conclui-se que a inclusão da literatura nos currículos de graduação pode ampliar os espaços para a manifestação da subjetividade, criatividade e autoria, contribuindo para a formação de estudantes mais humanos, críticos e expressivos.
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Referências
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