O ESPAÇO DE ESCUTA DA LITERATURA FEMININA NEGRA EM QUEREM NOS CALAR: POEMAS PARA SEREM LIDOS EM VOZ ALTA
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v19i56.14796Palavras-chave:
Teorias críticas, Análise literária, PoesiaResumo
A poesia brasileira contemporânea escrita, sobretudo, por mulheres negras, tem ganhado destaque nas últimas décadas, pois com as mudanças de interação entre a produção literária, público leitor e escritor (a), a recepção das poesias trouxe uma dimensão mais interativa e dinâmica. Esse panorama se deve a muitas produções literárias que são inseridas em plataformas digitais, a sites destinados ao compartilhamento de poesias e a grupos de leitura que se reúnem em movimentos de apresentações e leituras compartilhadas. Além disso, são associadas ao som, movimento, cor e também à tecnologia, por meio de gravações que impactam diretamente esse leitor contemporâneo. Uma dessas poetas em ampla atividade e destaque é Mel Duarte, que é uma das precursoras das batalhas de rimas que integram a poesia ao slam. Para tal análise, o estudo foi desenvolvido a partir da leitura da obra Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz alta (2019), organizada por Mel Duarte. Nesse contexto, a pesquisa problematiza, a partir de textos de Ryane Leão, Negafya e Danyele Almeida, a escrita como provocação, resistência e luta. Desse modo, o arcabouço teórico centra-se nos estudos de Paz (1990), Garramuño (2016) e Lorde (2020). Para a identidade cultural, escrevivência, crítica feminista e lugar de fala, foram elencados os estudos de Hall (2001), Evaristo (2011) Nilma Lino Gomes (2003), bell hooks (2019) e Ribeiro (2019). Além disso, para a fundamentação teórica da Literatura contemporânea e teoria crítica, Dalcastagnè (2012) e Adorno (1998).
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