VIOLÊNCIA NA ESCOLA: QUANDO A VÍTIMA É O PROFESSOR

Autores

  • Simone Albuquerque da Rocha UNEMAT
  • Vanderlei Bonoto Cante

DOI:

https://doi.org/10.30681/2178-7476.2018.29.175195

Palavras-chave:

agressão ao professor, ato infracional, violência na escola.

Resumo

O texto apresenta resultados de pesquisa que objetivou aprofundar a discussão e compreender as várias formas de violência, em especial, aquela que vitimiza os professores no espaço escolar e seus reflexos na carreira docente. Adotou-se abordagem qualitativa e estudo de caso. A coleta de dados deu-se em escolas públicas de Rondonópolis/MT, no período de 2002 a 2012, analisando-se, neste artigo, as narrativas de quatro professoras. As questões propostas foram: Qual a natureza das agressões sofridas pelo professor no espaço escolar? Que sensações e sentimentos, manifestam os professores sobre as agressões? O que é necessário para o enfrentamento da violência no espaço escolar? Os resultados apontaram que a falta de conhecimento dos professores em relação aos seus direitos motivou a inércia quanto à tomada de iniciativa para agir nos casos de ocorrências de atos infracionais, ocasionando-lhes doenças e elevadas situações de estresse.

Referências

ALKIMIN, Maria Aparecida.Violência na Relação de Trabalho e a Proteção à Personalidade do Trabalhador. Curitiba: Juruá, 2008.

ABRAMOVAY, Miriam. Escola e violência. Brasília: UNESCO; UCB, 2002.

ASSIS, Simone Gonçalves de. Traçando caminhos numa sociedade violenta: a vida de jovens infratores e seus irmãos não infratores. Brasília: FIOCRUZCLAVES/UNESCO/Departamento da Criança e do Adolescente — Secretaria de Estado dos Direitos Humanos — Ministério da Justiça, 1999.

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Lisboa, Difel, 1989. BRASIL.Código Civil.10. ed. Editora Saraiva, 2010.

BOURDIEU, P. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BOURDIEU, P. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília, DF: Senado Federal, 1990.

CODO, W. (coord.). Educação: Carinho e Trabalho: Burnout, a síndrome da desistência do educador, que pode levar à falência da educação. 1. ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 1999. CHARLOT, Bernard. A violência na escola: como os sociólogos franceses abordam essa questão. Sociologias. Porto Alegre, v. ano 4, n. jul-dez, p. 432-442, 2002.

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa; São Paulo: Paz e Terra, 2001.

JESUS, S. N. Perspectiva para o bem estar docente: Uma lição de síntese. Cadernos do CRIAP. 29.ed.ASA. 176, 2002.

LA TAILLE, Yves de. A indisciplina e o sentimento de vergonha, in: AQUINO, Júlio Groppa. (ORG). Indisciplina da escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo, Sumus Editorial, 1996.

LEVISKY, D. L. Aspectos do processo de identificação do adolescente na sociedade contemporânea e suas relações com a violência. In: LEVISKY, D. L. Adolescência e violência: conseqüências da realidade brasileira. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. MARRA, Célia Auxiliadora dos Santos. Violência escolar: a percepção dos atores escolares e a repercussão no cotidiano da escola. São Paulo: Annablume, 2007.

MASLACH, C. (1993). Burnout: A Multidimensional Perspective. Em Schaufeli, W.B.; Maslach, C. &Marek, t. (Eds.). Esgotamento profissional: desenvolvimentos recentes em teoria e pesquisa (pp.19-32). New York: Taylor & Francis.

MICELI, S. Introdução: a força do sentido. In: BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. 5. ed. São Paulo: Perspectiva, 1982.

MICHAUD, Yves. A violência. São Paulo: Ática, 1989.

NÓVOA, António (coord.). Profissão professor. Coleção ciências da educação. Porto Editora, LTDA. Lisboa: Portugal, 1999.

NÓVOA, António. O regresso dos professores. Pinhais: Editora Melo, 2011.

POZZOLI, Lafayette. Direito de família: a fraternidade humanista na mediação familiar. In: CERQUEIRA, Maria do Rosário. Cury, Munir. PIERRE, Luiz A.A. (ORG). Fraternidade como categoria jurídica, 2013, p.99-112.

RODRIGUES, Leila Oliveira. Violência escolar e a formação de professores: estudo em escola pública de Goiânia. 2011. Dissertação de mestrado, programa de Pós-Graduação em Educação – UFGO, Goiânia – GO. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Recurso especial nº 1.142.245 – DF (2009/0100510-2). Disponível em: https://stj.jusbrasil.com.br/jurispruden- cia/17059842/recurso-especial-resp-1142245-df-2009-0100510-2. Acesso em: 28/05/2018.

TIELLET, Maria Horto Salles. Conflitos e violência em escolas públicas estaduais numa região de fronteira, Cáceres/MT: a percepção dos professores.Disponível em: http://educere.pucpr.br/p8/anais.html?tipo=2&-=.Acesso em: 05/02/2018.

WINNICOTT, Donald Woods. Agressão. In: WINNICOTT, Donald Woods. Privação e delinqüência. 2. ed. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1994a. p. 89-96. Edição original: 1939.

WINNICOTT, Donald Woods. Privação e delinqüência. São Paulo, Martins Fontes, 1987.

ZABALZA, M. Os dilemas práticos dos professores. Pátio Revista Pedagógica. Porto Alegre, ano 7, nº 27, agosto/outubro, 2003.

Downloads

Publicado

28/08/2019

Como Citar

Rocha, S. A. da, & Cante, V. B. (2019). VIOLÊNCIA NA ESCOLA: QUANDO A VÍTIMA É O PROFESSOR. Revista Da Faculdade De Educação, 29(1), 175–195. https://doi.org/10.30681/2178-7476.2018.29.175195

Edição

Seção

ARTIGO