A FORMAÇÃO DO TRADUTOR-INTERPRETE DO NÚCLEO DE APOIO À INCLUSÃO(NAI) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE(UFAC) EM PERSPECTIVA E QUESTÕES IDENTITARIAS
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v16i45.11595Palavras-chave:
Tradutor-intérprete/NAI/UFAC, identidades, formação profissionalResumo
Neste artigo, analisamos a formação identitário-profissional dos tradutores-intérpretes de Libras/Português(TISLP) do Núcleo de Apoio à Inclusão da Universidade Federal do Acre (NAI/UFAC), local esse em que se encontramos Tradutores-Intérpretes de Línguas de Sinais e Português/Tilsps que atendem às demandas do ensino, da pesquisa e da extensão vinculadas a essa instituição. Nessa olhar, por meio de uma visão linguístico-identitária (HALL, 2006), discuto os meandros sócio-linguístico-identitários de organização da profissão na cidade de Rio Branco/AC, mais particularmente no NAI/UFAC, verificando como um grupo de profissionais Tilsps, vinculados a esse espaço de discussão de inclusão na universidade, se veem enquanto tradutores-intérpretes de uma língua que tem a modalidade visuoespacial em contexto universitário, tendo em vista que os interagentes da pesquisa-base deste texto não têm formação em Bacharelado/tradução-Interpretação de Línguas de Sinais/Português. No tocante a questões metodológicas, a pesquisa-base deste estudo se centrou em uma abordagem qualitativa com a análise de falas produzidas por meio de diálogos advindos de procedimentos de entrevistas. Os resultados da análise mostram que os Tilsps do NAI/UFAC apresentam em sua constituição profissional várias identidades, construídas em diferentes sociabilidades que são atravessadas por grupos sociais diversos, devido aos Tilsps em questão terem relações com profissionais de diferentes áreas do conhecimento nas quais as práticas tradutória-interpretativas estão imersas, além disso, os Tilsps mencionados demonstram desenvolver uma forte conexão profissional e pessoal com os usuários de línguas de sinais com os quais têm contato que, de alguma forma, os auxiliam em suas atividades nos contextos de produção do trabalho.
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