GENEALOGIA DA RESISTÊNCIA: ESTUDO SOBRE ÁGUA DE BARRELA
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v18i52.13392Palabras clave:
Eliana Alves Cruz, Água de barrela, GenealogiaResumen
Este estudo analisa o romance Água de barrela (2018) de Eliana Alves Cruz, que traz as transformações sociais e econômicas no Brasil, perpassando pelo período da escravidão, abolição, guerras, revoluções e a marginalização da negritude. A força das mulheres e a resistência negra são evocadas nesse contexto. Partindo do pressuposto de que a obra retrata a história das seis gerações da família da autora, a valorização da ancestralidade histórica é trazida para o centro, destacando a barrela um alvejante feito à base de cinzas usado para branquear roupas, que simboliza a determinação e a luta diária pela sobrevivência. O objetivo é evidenciar a importância do reconhecimento da história e do respeito às raízes, além de destacar a bravura feminina que, apesar da crueldade de todo o processo escravocrata, continuou enfrentando a opressão na busca de melhores condições de vida para as próximas gerações. A análise baseia-se nos conceitos teóricos de Cida Bento (2022), Conceição Evaristo (1996, 2005 e 2022), Eliana Debus (2017) e Angela Davis (2016), entre outros. A escritora, que é jornalista de profissão, nos oferece uma visão crítica da época, que é um testemunho poderoso e inspira reflexões sobre as marcas deixadas pela escravidão.
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