DALCÍDIO JURANDIR: INTERFACE ENTRE O REPÓRTER E O ROMANCISTA
DALCÍDIO JURANDIR: THE INTERFACE BETWEEN REPORTER AND NOVELIST
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v18i52.13416Palavras-chave:
Dalcídio Jurandir; repórter; romancista; Três casas e um rioResumo
Em nossa história literária, desde a liberação da imprensa, percebemos a ligação de nossos escritores com as atividades jornalísticas, o que se estendeu ao século XX, em cuja primeira metade o jornalismo e a literatura estabeleceram forte relação de proximidade, possiblitando uma intensa e extensa contribuição dos escritores com os jornais da época. Os escritores amazônidas não se isentaram dessa participação, tanto em seus estados de origem, quanto na imprensa nacional. É o caso do escritor marajoara Dalcídio Jurandir (1909-1979), que contibuiu com a imprensa paraense e com uma leva de periódicos sobretudo do Rio de Janeiro. Por essa razão, o foco deste trabalho é averiguar a contribuição jornalística e literária desse autor, por meio da análise da reportagem A Amazônia e a safra dos mortos (1942), publicada no periódico Diretrizes, e de um olhar para a construção ficcional do romance Três casas e um rio (1958), também de sua autoria. À medida em que as duas trajetórias empreendidas por Jurandir se aproximam, busca-se estabelecer uma relação de interface entre a escrita do repórter e do romancista.
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