SOBRE AUTOTRADUÇÃO NA INTERNET: UM CASO DE REESCRITA E CRÍTICA DE AUTOTRADUÇÃO DE FANFICTIONS
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v18i52.13434Palavras-chave:
autotradução , cibercultura, fanfictionsResumo
Este estudo apresenta questões relacionadas à autotradução e como jovens e adultos autotraduzem histórias de ficção de fãs, as populares fanfictions – um tipo de reescrita que faz uso de personagens de outros autores. Autotradução é uma prática recorrente entre escritores por diversos motivos, sejam pessoais (porque desejam alcançar um público maior) ou por questões multiculturais (vivem em outro país do de origem), e tornou-se comum na internet aos membros de comunidades de fãs, principalmente autores de fanfictions, passarem a autotraduzir as produções para ter um alcance maior de público ou por preferirem escrever em outra língua. Essa relação entre autotradução e fanfiction apresenta-se nesse artigo dividido em três momentos, sendo o primeiro uma discussão sobre autotradução nos Estudos da Tradução a partir dos trabalhos de Antunes (2019), DePaula (2011), Bassnett (2013) e Cordingley (2013), entre outros autores; um segundo momento sobre a leitura, circulação e autotradução de produções de fãs na internet, com base nos estudos de Miranda (2009), Reis (2017, 2018a e 2018b) e, por fim, um momento de discussão sobre os motivos que levaram duas escritoras brasileiras a autotraduzirem fanfictions.
Downloads
Referências
ANTUNES, Maria Alice G. Autotradução: Breve histórico, razões, consequências, práticas. Rio de Janeiro: Eduerj, 2019, 101 p.
ANTUNES, Maria Alice G. O respeito pelo original: Uma análise da autotradução a partir do caso de João Ubaldo Ribeiro. Tese [Doutorado em Letras]. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2007, 270 p.
BASSNETT, Susan. The self-translator as rewriter. In: CORDINGLEY, Anthony (org). Self- translation: Brokering originality in hybrid culture. London: Bloomsbury Publishing, 2013, p. 13-26.
BATCHELOR, Kathryn. Introduction. In: BATCHELOR, Kathryn. Translation and Paratexts. Londres & Nova York: Routledge, 2018, p. 18-22.
BENJAMIN, Walter. A tarefa do tradutor. In: Escritos sobre mito e linguagem. São Paulo: Editora 34, 2011, p. 101-119.
CAMPOS, Haroldo de. Da tradução como criação e como crítica. In: Metalinguagem e outras metas. São Paulo: Perspectiva, 2020.
CORDINGLEY, Anthony. Introduction: Self-translation – Going global. In: CORDINGLEY, Anthony (org). Self-translation: Brokering originality in hybrid culture. London: Bloomsbury Publishing, 2013, p. 1-9.
DePAULA, Lillian. A invenção do original via tradução, pseudotradução e autotradução. Vitória: EDUFES, 2011.
GENETTE, Gérard. Introdução. In: GENETTE, Gérard. Paratextos editorais. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2009, p. 09-19.
HOKENSON, Jan. History and the self-translation. In: Self-translation – brokering originality in hybrid culture. CORDINGLEY, A. (org.). Londres: Bloomsbury, 2013, p. 39- 58.
HULME, Harriet. Self-translating between minor and major languages: A hospitable approach in Bernardo Atxaga’s Obabakoak. In: CASTRO, Olga (et al - org). Self-translation and power: Negotiating identities in European multilingual contexts. Londres: Palgrave Macmillan/Macmillan Publishers Ltd, 2017, p. 165-188.
LAGES, Susana Kampff. Walter Benjamin – Tradução e melancolia. São Paulo: Edusp, 2019.
MIRANDA, Fabiana M. Fandom: um novo sistema literário digital. Hipertextus, Recife, n. 3, jun. 2009. Disponível em: https://www.academia.edu/1249391/Fandom_um_novo_sistema_literário_digital. Acesso em: 27 set. 2023.
NASCIMENTO, Ana Katarinna Pessoa do. As modalidades de tradução na legendagem de fãs. In: Tradução em Revista. Vol. 20, 2016, p. 1-17.
OSEKI-DÉPRÊ, Inês. Dante by Haroldo de Campos: Rimas Pedrosas. In: Revista CIRCULADÔ. Ano IV, n. 5. São Paulo: Poiesis/Casa das Rosas, 2016, p. 108-113.
PIMENTEL, Janine; VIEIRA, Pedro. Paratextos de traduções literárias e de traduções especializadas: estudo comparativo de prefácios e introduções. Cadernos de Tradução, [S. l.], v. 40, n. 2, p. 38–64, 2020. DOI: 10.5007/2175-7968.2020v40n2p38. Disponível em:
https://periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/article/view/2175-7968.2020v40n2p38. Acesso em: 02 jun. 2024.
REIS, Fabíola. Panorama da tradução colaborativa de livros entre leitores brasileiros. In: CANCELA JR, Joaquim (et at - org). Estudos da tradução no Brasil: Caminhos. Campinas SP: Pontes Editores, 2023, p. 103-125.
REIS, Fabíola; LEAL, Izabela; STALLAERT, Christiane. Tradução Colaborativa: O caso das Fanfictions. In: Ilha do Desterro, Florianópolis, v. 71, n. 2, ago. 2018. Disponível em: https://doi.org/10.5007/2175-8026.2018v71n2p93. Acesso em: 27 set. 2023.
REIS, Fabíola. Da tela ao livro: a reescrita e publicação de fanfictions e o mercado brasileiro. DARANDINA REVISTELETRÔNICA, Juiz de Fora, v. 16, n. 2, p. 103–119, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/darandina/article/view/42393. Acesso em: 18 abr. 2025.
SALHI, Zahia Smail. Between the languages of silence and the woman’s word: gender and language in the work of Assia Djebar. In: International Journal of Sociology of Language, vol. 190 (De Gruyter). 2008, p. 79-101.
SANTOS, Sheila Maria dos. Criação, tradução e crítica: diálogos entre Berman e Proust. In: Tradução em Revista. Vol. 30, 2021, p. 268-282. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/52963/52963.PDF. Acesso em 01 jul. 2024.
STALLAERT, Christiane. Cruzar la frontera del encanto. Juan Rulfo en el sistema mundial de las letras. Hermeneus – Revista de traducción e interpretación, 19, 2017, p. 335-363.
STRONG, Sarah M. Ainu spirits singing – The living world of Chiri Yukie’s Ainu Shin’yōshū. Honolulu: University of Hawai’i Press, 2011.
VERÍSSIMO, Thiago André dos Santos. Tradução e crítica: A tarefa do tradutor e seus comentadores. In: Belas Infiéis. Vol. 3, n. 2, 2014, p. 155-164. Disponível em: https://www.periodicos.unb.br/index.php/belasinfieis/article/view/11288/9933. Acesso em 02 mai. 2024.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista de Letras Norte@mentos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos autorais dos artigos publicados pertencem à Revista de Letras Norte@mentos e seguem o padrão Creative Commons (CC Atribution 4.0), que permite o remixe, a adaptação e criação de obras derivadas do original, mesmo para fins comerciais