UMA ANÁLISE LEXICAL DA REPRESENTAÇÃO DO MIGRANTE ÁRABE EM JORNAIS APÓS O 11 DE SETEMBRO DE 2001
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v18i51.13767Palavras-chave:
léxico, linguística, migranteResumo
Este trabalho intitulado “Uma análise lexical da representação do migrante árabe em jornais após o 11 de setembro de 2001” tem o objetivo de analisar o léxico utilizado em jornais impressos e on-line para representar o migrante árabe, depois do evento, que ocorreu em 11 de Setembro de 2001, em Nova York. A análise perpassará por lexias como terror, terrorista, guerra, atentados, grupo terrorista e etc.; referindo-se nos textos analisados sobre os migrantes sírios e libaneses no Brasil. O referencial teórico está embasado nos conceitos de Biderman (2001), Saussure (2004) Silva (2001), Polguère (2018), Basílio 2005), e as discussões sobre a migração Demant (2015), Said (2007), Santos (2018), Truzzi (2007), Karam (2009), Pinto (2010), Zolin Vesz (2015, 2016a, 2016b). Esta é uma pesquisa de cunho documental e com abordagem qualitativa com referência em Denzin e Lincoln (2006), e interpretativista pautada em Fonseca (2002), Moita Lopes (2006) com a Linguística Aplicada Indisciplinar para buscarmos compreender como a produção de sentidos foi trabalhada nas reportagens sobre a opinião dos jornalistas depois do 11 de setembro de 2001, nos jornais do Brasil. Por meio da geração dos dados que compõem o corpus de análise, constituído da coleta de dados, da pesquisa bibliográfica e documental, o resultado mostra a forma como as escolhas lexicais dos jornalistas apontam sobre o que eles pensam a respeito dos migrantes e o seu povo.
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