O SEQUESTRO DA ATENÇÃO E A FRICÇÃO COGNITIVA: UM ESTUDO SOBRE O USO CONSCIENTE VERSUS HABITUAL DE INTERFACES DIGITAIS ENTRE ACADÊMICOS DO ENSINO SUPERIOR
DOI:
https://doi.org/10.30681/recet.v3i.14942Palavras-chave:
Sequestro da atenção, Fricção cognitiva, Interação Humano-ComputadorResumo
Este artigo investiga a percepção de universitários sobre o uso deliberado versus habitual de interfaces digitais, identificando elementos de design que promovem valor ou geram exaustão. Pesquisa qualitativa com 13 participantes submetidos a entrevistas semiestruturadas, cujos dados foram analisados conforme Bardin (2016). Da análise emergiram quatro categorias inter-relacionadas, que revelam como o ecossistema digital influencia as motivações de acesso, os tributos valorizados e, por fim, os fatores que levam a rejeição das interfaces. Os resultados revelam que o "sequestro da atenção" é predominantemente associado a redes sociais, cujo design de rolagem infinita e notificações persistentes fragiliza a agência do usuário. Atributos como intuitividade, responsividade, sentido e expansão pessoal fortalecem o vínculo positivo, enquanto lentidão, ausência de propósito e ciclos repetitivos geram desejo de exclusão. Conclui-se que o design de interfaces carrega responsabilidade ética sobre a economia da atenção, demandando projetos que respeitem a autonomia e privilegiem a intencionalidade
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