O SEQUESTRO DA ATENÇÃO E A FRICÇÃO COGNITIVA: UM ESTUDO SOBRE O USO CONSCIENTE VERSUS HABITUAL DE INTERFACES DIGITAIS ENTRE ACADÊMICOS DO ENSINO SUPERIOR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/recet.v3i.14942

Palavras-chave:

Sequestro da atenção, Fricção cognitiva, Interação Humano-Computador

Resumo

Este artigo investiga a percepção de universitários sobre o uso deliberado versus habitual de interfaces digitais, identificando elementos de design que promovem valor ou geram exaustão. Pesquisa qualitativa com 13 participantes submetidos a entrevistas semiestruturadas, cujos dados foram analisados conforme Bardin (2016). Da análise emergiram quatro categorias inter-relacionadas, que revelam como o ecossistema digital influencia as motivações de acesso, os tributos valorizados e, por fim, os fatores que levam a rejeição das interfaces. Os resultados revelam que o "sequestro da atenção" é predominantemente associado a redes sociais, cujo design de rolagem infinita e notificações persistentes fragiliza a agência do usuário. Atributos como intuitividade, responsividade, sentido e expansão pessoal fortalecem o vínculo positivo, enquanto lentidão, ausência de propósito e ciclos repetitivos geram desejo de exclusão. Conclui-se que o design de interfaces carrega responsabilidade ética sobre a economia da atenção, demandando projetos que respeitem a autonomia e privilegiem a intencionalidade

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Dra. Elisangela Dias Brugnera, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Possui Pós-Doutorado em Diversidade Cultural e Inclusão Social (FEEVALE, 2025) e Doutorado em Educação em Ciências e Matemática (REAMEC, 2018). É docente na UNEMAT, atuando nos programas de pós-graduação em Educação Inclusiva (PROFEI) e liderando grupos de pesquisa nas áreas de tecnologias digitais, educação e inclusão

Referências

BALIBERDIN, Igor. Quando o design deixa de ser solução e passa a ser armadilha. Economia SP, São Paulo, 3 mar. 2026. Disponível em: https://economiasp.com/2026/03/03/quando-o-design-deixa-de-ser-solucao-e-passa-a-ser-armadilha/. Acesso em: 4 mar. 2026.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução Luís Antero Reto, Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2016.

BENYON, David. Interação humano-computador. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2011. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 8 fev. 2026.

COSTA, Tainara Serra; CAMPOS, Lívia Flávia de Albuquerque. O crescimento do estudo em ux writing para interfaces digitais ao longo dos anos. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE ERGONOMIA E USABILIDADE DE INTERFACES HUMANO-TECNOLOGIA, 18., 2022, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: Blucher, 2022. p. 995-1007. Disponível em: https://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/o-crescimento-do-estudo-em-ux-writing-para-interfaces-digitais-ao-longo-dos-anos-37378. Acesso em: 20 jan. 2026.

CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. Flow: a psicologia de alto desempenho e da felicidade. Tradução Cássio de Arantes Leite. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020.

FOGG, B. J. A behavior model for persuasive design. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON PERSUASIVE TECHNOLOGY, 4., 2009, Claremont. Proceedings [...]. Nova York: ACM, 2009. p. 1-7. Disponível em:https://dl.acm.org/doi/10.1145/1541948.1541999. Acesso em: 4 fev. 2026.

HARRIS, Tristan. How technology is hijacking your mind: from a magician and Google design ethicist. 2016. Disponível em: https://medium.com/thrive-global/how-technology-hijacks-peoples-minds-from-a-magician-and-google-s-design-ethicist-56d62ef5edf3. Acesso em: 20 fev. 2026.

HASSENZAHL, Marc. Experience design: technology for all the right reasons. San Rafael: Morgan & Claypool, 2010. link:https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-031-02191-6 Acesso em: 25 fev. 2026.

KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Tradução Cássio de Arantes Leite. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.

NIELSEN, Jakob. Usabilidade 101: introduction to usability. 2012. Disponível em: https://www.nngroup.com/articles/usability-101-introduction-to-usability/. Acesso em: 2 mar. 2026.

PAOLINI, Mayara. Fricção, ética e produto: quando experiência do usuário deixa de ser conforto e vira responsabilidade. LinkedIn, 2025. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/fric%25C3%25A7%25C3%25A3o-%25C3%25A9tica-e-produto-quando-experi%25C3%25AAncia-do-usu%25C3%25A1rio-paolini--ua6pe/ Acesso em: 1 mar. 2026.

Downloads

Publicado

17/04/2026

Como Citar

Dias Brugnera, E. (2026). O SEQUESTRO DA ATENÇÃO E A FRICÇÃO COGNITIVA: UM ESTUDO SOBRE O USO CONSCIENTE VERSUS HABITUAL DE INTERFACES DIGITAIS ENTRE ACADÊMICOS DO ENSINO SUPERIOR. RECET - Revista De Ciências Exatas E Tecnológicas, 3. https://doi.org/10.30681/recet.v3i.14942