MEMÓRIA COLETIVA E IDENTIDADE CULTURAL QUILOMBOLA: resistência e representação em contexto de racismo estrutural
DOI:
https://doi.org/10.30681/ecs.v15i3.13979Palabras clave:
Identidade Cultural, Memória Coletiva, Racismo Estrutural, Quilombolas, ResistênciaResumen
Este artigo tem como objetivo refletir sobre a importância da memória coletiva na construção da identidade cultural das comunidades quilombolas brasileiros. Por meio de uma pesquisa qualitativa e bibliográfica, analisam-se narrativas de vida, práticas culturais e valores civilizatórios presentes na obra Narrativas Quilombolas: dialogar – conhecer – comunicar, articuladas à teoria do racismo estrutural de Silvio Almeida. A investigação propõe compreender como essas memórias contribuem para a resistência simbólica e prática frente a um sistema que historicamente invisibiliza e subalterniza corpos e saberes negros. A memória coletiva, compreendida como elemento estruturante das identidades sociais, revela-se aqui como instrumento de luta política, fortalecimento comunitário e preservação cultural. A articulação entre cultura, memória e resistência apresenta-se como caminho para o reconhecimento e valorização das comunidades tradicionais no cenário educacional e social brasileiro.
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