FUNK:
CRÍTICA SOBRE A CRÍTICA NEGATIVA
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v18i54.12644Palabras clave:
Funk, Crítica, Discurso, Silenciamento.Resumen
O funk apresenta regras de funcionamento específicas dada questão de circulação limitada a depender do espaço social. Tendo isso em mente, objetiva-se analisar os discursos de ataques negativos que o funk sofre a partir de recortes de enunciados extraídos da internet. Compara-se o gênero sertanejo que diferentemente do funk garante circulação mais ampla. Como aporte temos o postulado de Michel Pêcheux (1995; 1997), Eni Orlandi (1999; 2007; 2012) e Michel Foucault (1996; 2008) para embasar o intento analítico. Os resultados mostram que a interdição é direcionada e o silenciamento reproduzido por sujeitos com valores ideológicos predominante na sociedade brasileira.
Descargas
Referencias
BARBOSA, K. S.; LEHFELD, L. S. As flores do campo estão pisadas no jardim: O retrato da violência contra a mulher e do feminicídio nas zonas rurais brasileiras. Anais do V CIDIL – Justiça, Poder e Corrupção 2017. Disponível em https://periodicos.rdl.org.br/anacidil/article/view/237/pdf. Acesso em 12 jun. 2024.
BATISTA, Carlos Bruce. Uma história do “proibidão”. In: FACINA, A. [Et al]. Tamborzão: olhares sobre a criminalização do funk. 1. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2013. 1ª reimpressão, março de 2015.
BRAGANÇA, Juliana da Silva. Preso na gaiola: a criminalização do funk carioca nas páginas do jornal do Brasil (1990-1999). 1. ed. - Curitiba: Appris, 2020.
BRASIL. Senado Federal. Sugestão nº 17 de 2017: Criminalização do Funk como crime de saúde pública a criança aos adolescentes e a família. Disponível em: <https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129233>. Acesso em 11 mai. 2022
BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de atenção Básica: saúde sexual e saúde reprodutiva nº 26. 1. ed., 1. reimpr. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
FACINA, Adriana. [Et al]. Tamborzão: olhares sobre a criminalização do funk. 1. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2013. 1ª reimpressão, março de 2015.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: Aula inaugural no College d'e France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. 3ª ed. Edições Loyola, São Paulo: 1996.
______. Segurança, território, população: curso dado no Collège de France (1977-1978). São Paulo: Martins Fontes, 2008.
FUTURA, Canal. Canal Futura – Campanha Publicitária: Perguntas (versão 2). Site YouTube. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=_yuMEZ2Fagw Acesso em 11 de maio de 2024.
HENRY, Paul. Os fundamentos teóricos da “Análise Automática do Discurso” de Michel Pêcheux (1969). In: GADET, F.; HAK, T.(Org.). Por uma análise automática do discurso: uma introdução a obra de Michel Pêcheux. Tradutores Bethânia S. Mariani [et al.]. 3 ed. Campinas, SP: UNICAMP, 1997
HERSCHMANN, Micael. Abalando os anos 90: funk e hip-hop, globalização, violência e estilo cultural. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
______. Invadindo a cena urbana nos anos 90 – Funk e Hip-Hop: globalização, violência e estilos de vida juvenis na cultura brasileira contemporânea. (tese de doutorado em Comunicação). UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil, 1998.
______. (Org.). O funk e o hip-hop invadem a cena. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000.
MOUTINHO, Renan Ribeiro. Do baile ao funk carioca: tensões e reflexões no estado da arte dos estudos sobre o funk carioca entre as décadas de 1980 a 2000. Universidad de Buenos Aires. El Oido Pensante, vol. 9, núm. 2, pp. 159-185, 2021. Disponível em: https://www.redalyc.org/journal/5529/552969184011/html/. Acesso em 10 mai. 2022
ORLANDI, Eni Puccinelli Análise de discurso: princípios e procedimentos. Campinas, SP: Pontes, 1999.
______. Discurso em análise: Sujeito, sentido e ideologia. 2ª ed. Campinas, SP: Pontes, 2012.
_____. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. 6ª ed. Campinas, SP: editor UNICAMP, 2007.
______. XI Encontro internacional saber urbano e linguagem 30 anos de “as formas do silêncio”, 2022. Disponível em: https://youtu.be/DldfGEUOj0g Acesso em 19 de maio de 2025.
PÊCHEUX, Michel. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Tradução Eni Orlandi. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1995.
______. A Análise do Discurso: três épocas (1983). In: GADET, F.; HAK, T.(Org.). Por uma análise automática do discurso: uma introdução a obra de Michel Pêcheux. Tradutores Bethânia S. Mariani [et al.]. 3 ed. Campinas, SP: UNICAMP, 1997.
PÊCHEUX, Michel.; FUCHS, Catherine. A propósito da Análise do Discurso: atualização e perspectivas. In: GADET, F.; HAK, T.(Org.). Por uma análise automática do discurso: uma introdução a obra de Michel Pêcheux. Tradutores Bethânia S. Mariani [et al.]. 3 ed. Campinas, SP: UNICAMP, 1997
RODRIGUES, Marlon Leal. Introdução ao estudo da ideologia que sustenta o MST. Dourados-MS: Nicanor Coelho, 2011.
SILVA, Valter Souza da.; RODRIGUES, Marlon Leal. Análise do discurso: a caminhada de Pêcheux, e conceitos basilares da teoria. Revista INTERLETRAS, ISSN Nº 1807-1597. V. 6, Edição número 25. Campo grande, MS: 2017.
SILVA, Valter Souza da. Análise do discurso do Funk: sujeito, ideologia e relação de poder entre gêneros. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade universitária de Campo Grande, MS: UEMS, 2017.
SALLES, Élcio Pereira de. O bom e o feio funk proibidão, sociabilidade e a produção do comum. Z cultural - REVISTA do Programa avançado de cultura contemporânea ISSN 1980 9921, ano III (2015). Disponível em: http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/o-bom-e-o-feio-funk-proibidao-sociabilidade-e-a-producao-do-comum-de-ecio-p-de-salles/. Acesso em 10 mai. 2022.
VIANNA, Hermano Paes.. O Baile Funk Carioca: Festas e Estilos de Vida Metropolitanos. (tese de mestrado em Antropologia). Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. 1987.
______. O mundo funk carioca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988.
______. Funk e cultura popular carioca. Revista Estudos Históricos, 3(6), 244-253. 1990.
VEYNE, Paul. Foucault: O pensamento, a pessoa. Tradução: Luís Lima. 1ª ed. Albin Michel. Lisboa, 2008.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Revista de Letras Norte@mentos

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Os direitos autorais dos artigos publicados pertencem à Revista de Letras Norte@mentos e seguem o padrão Creative Commons (CC Atribution 4.0), que permite o remixe, a adaptação e criação de obras derivadas do original, mesmo para fins comerciais