"RIDDIKULUS": A REPRESENTAÇÃO DO MEDO NOS ENCONTROS COM O BICHO-PAPÃO EM HARRY POTTER
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v18i53.13495Palabras clave:
medo, bicho-papão, Harry Potter, estudos do imaginárioResumen
O presente artigo analisa a representação do medo na saga Harry Potter (1997-2007), com foco nos livros Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2000) e Harry Potter e a Ordem da Fênix (2003), de J.K. Rowling. A pesquisa investiga como o medo se manifesta por meio da criatura bicho-papão, figura do imaginário folclórico que assume a forma do pior temor de quem o enfrenta. Com base nas teorias dos Estudos do Imaginário, de Gilbert Durand, e nas abordagens da psicologia analítica de Carl Jung e da psicanálise freudiana, o estudo diferencia o medo figurado, ligado a ameaças concretas, do medo abstrato, associado ao desconhecido. A análise destaca como os personagens projetam seus temores no bicho-papão, desde Neville, que teme Snape, até a Sra. Weasley, que se apavora com a morte dos filhos. O caso de Harry é singular, pois seu medo não é uma entidade visível, mas o próprio sentimento de terror, reforçando a noção de que o medo mais intenso pode ser aquele sem forma definida. A pesquisa conclui que a saga Harry Potter não apenas utiliza o medo como elemento narrativo, mas também reflete sobre sua natureza psicológica e simbólica. Dessa forma, a obra de Rowling dialoga com tradições culturais e psicológicas, oferecendo uma abordagem complexa sobre os mecanismos de enfrentamento do medo.
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