AUTORES E HISTÓRIAS EM MOVIMENTO: OCUPANDO ESPAÇOS E PERPETUANDO SABERES NA LITERATURA INDÍGENA PARA CRIANÇAS E JOVENS
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v18i53.14059Palavras-chave:
literatura indígena, literatura infantil e juvenil, polissistema literárioResumo
Esta pesquisa apresenta um breve panorama da literatura de autoria indígena para crianças e jovens que vêm se afirmando na contemporaneidade. A partir da teoria dos polissistemas, fundamentada por Even-Zohar (2020), analisou-se a produção de autores indígenas em movimento, considerando sua presença no intercâmbio com o sistema literário, incluindo espaços, como a escola, a academia e premiações. A literatura de autoria indígena infantil e juvenil participa de um repertório que se caracteriza pelo reconto, pela oralidade, pelo animismo, pela fantasia e aventura, vivenciada por personagens crianças. Para confirmar esse diálogo, são apresentadas obras contempladas na premiação Jabuti: A boca da noite (2016), de Cristino Wapichana; Vozes Ancestrais (2016), de Daniel Munduruku; e Apytama: Floresta de histórias (2023), de Kaká Werá. O movimento compromissado com a transmissão da ancestralidade posiciona a cultura indígena enquanto cultura viva, presentificada e atuante no polissistema cultural.
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