CONDICIONAMENTO LINGUÍSTICO DOS SUJEITOS: CASO DE ANGOLA
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v18i55.14352Palavras-chave:
Condicionamento linguístico, Políticas linguísticas, Línguas angolanasResumo
O presente texto, intitulado Condicionamento linguístico dos sujeitos: caso de Angola, visa demonstrar que a política linguística, em Angola, é um fator que contribui para não preservação das línguas angolanas de origem africana e, consequentemente, para o preconceito linguístico. Recorremos à metodologia qualitativa, mais especificamente aos pressupostos da teoria de gramaticalização de Auroux (2001), Possenti (1995) e (2003), da Constituição da República de Angola (2010). Constituem resultados deste exercício acadêmico: i) o condicionamento linguístico dos sujeitos falantes das diferentes línguas de Angola privilegia a Língua Portuguesa e constitui uma estratégia de invisibilização das línguas angolanas de origem africana a médio e longo prazos; ii) O Estado, enquanto agente de poder, valoriza a Língua Portuguesa (des)caracterizada, como estratégia para o silenciamento das línguas de origem africana; ii) há a necessidade de adoção do multilinguismo na estruturas de ensino e da conformação entre a norma-padrão real e a ideal, visando reduzir as divergências existentes no sistema de ensino.
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