COMUNIDADES DE PRÁTICA, VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E DIMENSÕES DA LITERACIA:
SUBSIDIANDO PRINCÍPIOS PARA O ENSINO BÁSICO DE LÍNGUA
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v18i54.13561Palavras-chave:
Comunidades de prática, Variação linguística; Literacia, Educação.Resumo
O presente artigo tem por objetivo investigar a noção de comunidades de prática e aclarar sua relação com a variação linguística e com as dimensões da literacia, propondo-se princípios que possam subsidiar o trabalho do docente de língua da Educação Básica. Para isso, analisa-se, inicialmente, o conceito de comunidades de prática, considerando estudos de autores como Wenger (2010; 2011) e Eckert (2000; 2005), para concatená-lo às dimensões de literacia de Kucer (2014; 2015); na sequência, aventa-se proposições basilares do conceito em questão para a abordagem da variação da língua em sala de aula. Por meio deste estudo de cunho bibliográfico e analítico, observa-se, essencialmente, que o compartilhamento de práticas propulsiona a variação linguística, sendo esta essencial para a construção identitária dos indivíduos e dos grupos dos quais participam, bem como para a criação de significados sociais. Do mesmo modo, conclui-se que, ao trabalhar as dimensões da literacia pelo viés das comunidades de prática na Educação Básica, é possível explanar o fenômeno da variação e aproximar o ensino da língua ao cotidiano dos estudantes.
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