A JUSTIÇA RESTAURATIVA NAS ESCOLAS BRASILEIRAS: uma revisão de literatura

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/ecs.v15i3.13909

Palavras-chave:

Justiça Restaurativa, Educação, Cultura de Paz

Resumo

Os princípios da justiça restaurativa podem contribuir para a compreensão, mediação, resolução e transformação não violenta de conflitos no ambiente escolar. O objetivo deste artigo é verificar como a justiça restaurativa vem sendo implementada dentro das escolas brasileiras. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática de literatura, cujos artigos selecionados foram analisados a partir das seguintes categorias: formação de professores, práticas restaurativas, casos, repercussões e fatores facilitadores e dificultadores da implementação da justiça restaurativa. Considera-se que, apesar das repercussões positivas, a efetivação das práticas restaurativas ainda enfrenta muitos desafios nas escolas brasileiras.

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Biografia do Autor

  • Patrícia Santos Lavinas, Universidade de Fortaleza

    Mestra em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (2022). Especialista em Psicomotricidade pela Universidade de Fortaleza (2020). Graduada em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (2018). Pós-graduanda em Psicologia Escolar e da Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Bolsista da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) entre 2019 e 2021 e bolsista da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (FIOTEC) em 2018. Tutora do curso Qualificação em Desenvolvimento Infantil em 2018. Atua na área clínica e educacional e estuda os seguintes temas: psicanálise, educação, escola, educação inclusiva, formação de professores, acompanhamento terapêutico, infância e adolescência

  • Marlo Renan Rocha Lopes, Centro Universitário da Grande Fortaleza

    Mestre em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (Unifor). Especialista em Terapia Analítico-Comportamental (Unifor). Graduado em Psicologia pela Unifor (2016). Organizador do livro "Envelhecer: Tempo de recriar a vida", publicado em 2014 pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia/Unifor. Experiência em docência e em comissão de Núcleo Docente Estruturante (NDE) em cursos de graduação em Psicologia. Membro egresso do Laboratório de Estudos sobre Ócio, Trabalho e Tempo Livre (Otium), do Programa de Pós-graduação em Psicologia/Unifor (2012-2018). Ex-bolsista PIBIC/CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) entre 2012 e 2013; ex-bolsista PROBIC/FEQ (Fundação Edson Queiroz) entre 2013 e 2014, e ex-bolsista FUNCAP (Fundação Cearense de Apoio à Pesquisa) entre 2016 e 2018 (bolsas vinculadas ao projeto de pesquisa cadastrado no CNPq intitulado "Recriando-se nas temporalidades livres da velhice: um estudo sobre experiências potencializadoras da vida com idosos do nordeste brasileiro", do Laboratório Otium).

     

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Publicado

20/12/2025

Como Citar

SANTOS, P., & ROCHA LOPES, M. R. . (2025). A JUSTIÇA RESTAURATIVA NAS ESCOLAS BRASILEIRAS: uma revisão de literatura. Revista Educação, Cultura E Sociedade, 15(3), 75-85. https://doi.org/10.30681/ecs.v15i3.13909