A fabricação do corpo dócil: sinergias entre discurso religioso e pedagógico no espaço-tempo escolar
DOI:
https://doi.org/10.30681/faed.v42i1.15583Palavras-chave:
Michel Foucault, Espaço-tempo escolar, Subjetivação, ReligiosidadeResumo
Este artigo problematiza as relações de saber-poder e verdade nas vivências religiosas e escolares de estudantes do Ensino Médio, analisando como esses discursos constituem modos de subjetivação que incidem sobre seus corpos. A metodologia qualitativa articulou o exercício arqueogenealógico de monumentos discursivos (cartas jesuíticas e debates no STF) a entrevistas focadas nas autonarrativas discentes. O referencial teórico fundamenta-se na ontologia histórica do presente de Michel Foucault (campos do saber, poder e ética), com contribuições de Nietzsche e Deleuze. Os resultados apontam os saberes religiosos como produtores de condutas no espaço-tempo escolar, evidenciando uma sinergia institucional microfísica na qual técnicas pedagógicas e preceitos morais se cruzam para fabricar corpos dóceis. Conclui-se que os estudantes do terceiro ano conformam suas ações a discursos morais prescritivos religiosos e educacionais por meio de mecanismos internos de vigilância contínua.
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