A leitura bíblica na educação brasileira: formação crítica e laicidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/21787476.2023.E392313

Palavras-chave:

Neoconservadorismo, Leitura Bíblica, Formação crítica, Laicidade

Resumo

RESUMO: Presencia-se, nos últimos anos, o recrudescimento do conservadorismo no Brasil. Essa frente passou a adotar novas formas de atuação política a fim de materializar-se em toda sociedade. Mediante essa problemática, discute-se, neste trabalho, essa ofensiva na área de educação a partir de Legislações municipais que impuseram a Leitura Bíblica nas escolas públicas. Para tanto, o trabalho foi desenvolvido com base em pesquisa bibliográfica e documental. Por fim, verificamos que a materialização neoconservadora, representada por premissas de caráter fundamentalista-religioso, ameaça o Estado e a educação laica prevista nos aparatos legais, bem como o real sentido da escola como lugar de encontro da pluralidade e de formação crítica.

 

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Biografia do Autor

Juan Marco da Silva Viana, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul UFMS, Campus de Aquidauana

Possui graduação em Geografia/Licenciatura (2021) e Mestrado em Geografia (2023) pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS-CPAq). Foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) entre 2017 e 2019, pelo Programa de Residência Pedagógica de 2020 a 2021, e como aluno de Mestrado (2021-2023). Atualmente é professor de Geografia na escola Fatorial Curso Preparatório (2023). Como pesquisador, atua principalmente nos seguintes temas: Ensino de Geografia, Políticas Públicas Educacionais e Políticas Neoliberais

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Publicado

2023-11-09

Como Citar

VIANA, Juan Marco da Silva. A leitura bíblica na educação brasileira: formação crítica e laicidade. Revista da Faculdade de Educação, [S. l.], v. 39, n. 1, p. e392313, 2023. DOI: 10.30681/21787476.2023.E392313. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/ppgedu/article/view/11835. Acesso em: 27 fev. 2024.