Situação sociolinguística das comunidades Chiquitano, Rikbaktsa e Paiter-Surui de Mato Grosso
DOI:
https://doi.org/10.30681/rtakaa.v3i1.14540Palabras clave:
Línguas Indígenas, Diagnóstico Sociolinguístico, Década Internacional das Línguas IndígenasResumen
A pesquisa aqui apresentada traz em seu corpus os dados referentes ao levantamento da situação linguística em que se encontram as línguas Bésiro, do povo Chiquitano, localizada na fronteira do Brasil com a Bolívia, na região de Cáceres, em Mato Grosso; Rikbaktsa do povo Rikbaktsa, habitantes do noroeste mato-grossense e a língua indígena de sinais Paiter-Surui, na divisa dos estados de Mato Grosso e Rondônia, com vistas na Década Internacional das Línguas Indígenas (2022 – 2032). O estudo parte de pontos importantes, baseados nos seguintes questionamentos: Como está a situação sociolinguística dos povos pesquisados? Que ações os povos estão desenvolvendo em prol de suas línguas maternas? A partir daí, o objetivo é analisar a situação sociolinguística dos povos Chiquitano; Rikbaktsa e Paiter-Suruí, este último, em relação à língua de sinais. A pesquisa fundamenta-se nos aportes de estudiosos como Calvet (2007); Jahr (1992); Spolsky (2016); Hamel (2013); D’Angelis (2019); Silva (2025) e outros autores que discutem as dimensões sociopolíticas, ideológicas, culturais e históricas das políticas linguísticas e do planejamento linguístico. A metodologia é de abordagem quanti/qualitativa, balizada pelos diagnósticos sociolinguísticos referentes às línguas supracitadas. Os resultados são frutos da coleta de dados obtidos pela aplicação do questionário sociolinguístico e nas pesquisas secundárias, envolvendo dados de pesquisadores referentes aos povos Chiquitano, Rikbaktsa e Paiter Suruí, com foco nas línguas indígenas, dos povos pesquisados.
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