Descolonizando Códigos: A Literatura Indígena em Diálogo com a Inteligência Artificial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/rtakaa.v4i1.15183

Palavras-chave:

Decolonial, Literatura Indígena, Inteligência Artificial, Epistemologias Originárias, Educação Intercultural

Resumo

Este artigo analisa as potencialidades e os desafios do diálogo entre a literatura indígena contemporânea e as tecnologias de Inteligência Artificial (IA), a partir de uma perspectiva decolonial. O objetivo central é investigar como a IA pode interagir com epistemologias originárias sem reproduzir lógicas colonialistas de apagamento cultural. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa de cunho bibliográfico e analítico-discursivo, fundamentada em teóricos decoloniais e em obras de autores indígenas como Daniel Munduruku, Eliane Potiguara e Ailton Krenak. Os resultados indicam que, embora os algoritmos atuais tendam a reforçar vieses hegemônicos na interpretação de narrativas indígenas, existem possibilidades produtivas quando o desenvolvimento tecnológico incorpora princípios éticos de consulta, coprodução e soberania digital das comunidades. Conclui-se que o diálogo descolonizador entre literatura indígena e IA exige não apenas ajustes técnicos, mas uma reorientação epistemológica que reconheça a pluriversalidade dos saberes. Como contribuição, o estudo propõe diretrizes para práticas pedagógicas interculturais e para o desenvolvimento responsável de ferramentas digitais em contextos de educação escolar indígena, alinhando-se ao foco interdisciplinar da Revista Taka'a.

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Biografia do Autor

  • MESTRE DENIS RAMÓN FÚNES FLORES, UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS - UFT

     Linguista e docente, natural do Pará e radicado no Tocantins. Graduado em Letras – Língua Inglesa pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) em 2015, desenvolve trajetória acadêmica voltada aos estudos linguísticos em interface com questões sociais, culturais e educacionais. Atua nas áreas de ensino de línguas, fonética acústica, semântica, pragmática, espanhol e Língua Brasileira de Sinais (Libras), com ênfase em variação linguística e políticas de valorização das línguas.

    É mestre em Letras pela UFT (2024), com dissertação dedicada à análise da palatalização de /t/ e /d/ diante da vogal /i/ na fala de migrantes nordestinos em Dianópolis–TO, articulando fonética, mobilidade social e identidade linguística. Integra o Núcleo de Estudos da Linguagem (NEL/UFT) e coordena o projeto de extensão O Léxico Tocantinense, voltado à documentação lexical e à produção de dicionários bilíngues, promovendo o reconhecimento das variedades regionais do português como patrimônio cultural.

    Atua como docente no Centro de Línguas da SEDUC, no Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e na rede privada de ensino. Sua produção acadêmica abrange temas como variedades do português em contextos lusófonos, preconceito linguístico, linguagem não-binária, léxico em línguas de sinais, multiletramentos e uso crítico da inteligência artificial no ensino de línguas. É autor do livro Tocantinês: Desvendar os Segredos da Fala do Povo Tocantinense (2024). Multilíngue, é fluente em inglês, espanhol e francês, com conhecimentos em alemão, italiano e Libras.

     

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Publicado

2026-06-18

Como Citar

FÚNES FLORES, D. R. (2026). Descolonizando Códigos: A Literatura Indígena em Diálogo com a Inteligência Artificial. Revista Taka’a, 4(1), e2026006. https://doi.org/10.30681/rtakaa.v4i1.15183