A linguagem como representação de dominação e preconceito linguístico no livro Vidas Secas de Graciliano Ramos
DOI:
https://doi.org/10.30681/reps.v10i1.10145Resumo
Este artigo aborda a problemática do preconceito linguístico existente em nossa sociedade, objetivando uma reflexão através da literatura na obra de Graciliano Ramos, Vidas secas, que tem a linguagem como um problema para as personagens. Através de pesquisa exploratória envolvendo levantamento bibliográfico baseado em Marcos Bagno, Carlos Alberto Faraco, Jean Piaget, Lúcia F. M. Cyranka, Maria M. P. Scherre, e entrevista realizada com a estudiosa da sociolinguística de Sinop - MT, professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Neusa Inês Philippsen, conclui-se que o uso que se faz da linguagem pode ser fonte de libertação, mas também de exclusão e dominação.
Palavras-chave: linguagem; literatura; preconceito linguístico.
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