EDUCAÇÃO MATEMÁTICA INCLUSIVA

o estado do conhecimento das pesquisas sobre o ensino de álgebra para surdos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/reps.v16i3.13957

Palavras-chave:

Inclusão, Libras, Surdez, Ensino de Matemática

Resumo

A pesquisa, qualitativa e exploratória, objetiva apresentar o estado do conhecimento das pesquisas sobre o ensino de álgebra para surdos. Realizou-se a Análise de Conteúdo de 5 pesquisas do Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de nível Superior. Evidenciou-se que o estudo sobre o ensino de álgebra para alunos surdos é incipiente no Brasil, e que os docentes necessitam de formação continuada que contemple procedimentos didáticos-metodológico direcionados ao ensino de álgebra.  Concluiu-se que o ensino de álgebra para surdos impõe desafios aos professores e revela-se como um campo fértil para investigações educacionais.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Cleibianne Rodrigues dos Santos, Universidade Federal de Goiás (UFG)

    Doutoranda em Educação em Ciências e Matemática pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Mestra em Educação Ciências e Matemática pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Licenciada em Matemática pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e Licenciada em Pedagogia pela Universidade de Uberaba (Uniube). Professora da rede municipal de educação de Gouvelândia-GO. 

  • Lidiane de Lemos Soares Pereira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), Anápolis - GO

    Doutora em Química e Mestre em Educação em Ciências e Matemática, ambas pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Licenciada em Química pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), Anápolis - GO e vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação para as Ciências e Matemática do IFG, Jataí-GO. 

  • Claudio Roberto Machado Benite, Universidade Federal de Goiás (UFG)

    Doutor em Química com ênfase em Ensino de Química e Mestre em Educação em Ciências e Matemática (UFG). Especialista em Ensino de Ciências (UERJ) e Licenciado em Química. Coordenador do Núcleo de Tecnologia Assistiva para a Experimentação no Ensino de Ciências do Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI). Professor Associado do Instituto de Química, pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Ensino de Ciências (NUPEC) e vinculado ao Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemática, ambos da UFG. 

Referências

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

BICUDO, M. A. V. Um ensaio sobre concepções a sustentarem sua prática pedagógica e produção de conhecimento (da educação matemática). In: FLORES, C.R.; CASSIANI, S. (org.). Tendências contemporâneas nas pesquisas em educação matemática e científica: sobre linguagens e práticas culturais. Campinas: Mercado de Letras, 2013, v. 01, p. 17-40.

BORGES, F. A.; NOGUEIRA, C. M. I. Quatro aspectos necessários para se pensar o ensino de matemática para surdos. EM TEIA–Revista de Educação Matemática e Tecnológica Iberoamericana, v. 4, n. 3, p. 1-19, 2013a.

BORGES, F.A; NOGUEIRA, C. M. I. Um panorama da inclusão de estudantes surdos nas aulas de matemática. In: Surdez, inclusão e matemática. (Org.) NOGUEIRA, C. M. I. Curitiba: CRV, 2013b, p. 43-70.

BORGES, F. A.; NOGUEIRA, C. M. I. Saberes docentes e o ensino de matemática para surdos: desencadeando discussões. In: Educação matemática inclusiva: estudos e percepções. (Org.) ROSA, F. M. C. de; BARALDI, I. M. Campinas: Mercado de Letras, 2018, p. 37-62.

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais- Libras e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil: seção 1, Brasília, DF, ano 139, n. 79, p. 23, 25 abr. 2002.

BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a lei 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre Língua Brasileira de Sinais-Libras, e o art. 18 da lei 10.098, de 19 de novembro de 2000. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil: seção 1, Brasília, DF, ano 142, n. 246, p. 28, 23 dez. 2005.

BRASIL. Política Nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília: Ministério da Educação, 2008.

BRASIL. Lei nº 12.319, de 1º de setembro de 2010. Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil: seção 1, Brasília, DF, ano 147, n. 169, p. 01, 2 set. 2010.

BRASIL. Lei nº 14.704, de 25 de outubro de outubro de 2023. Altera a Lei nº 12.319, de 1º de setembro de 2010, para dispor sobre o exercício profissional e as condições de trabalho do profissional tradutor, intérprete e guia-intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. 62 ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2023.

BONFIM, Sheila Simões; ANDRADE, Maria de Fátima Ramos. Álgebra e os documentos oficiais: os PCN, a BNCC e o currículo da cidade de São Paulo. Revista Educação, Cultura e Sociedade, v. 13, n. 1, p. 62-75, 2023.

CONCEIÇÃO, K. E. da. A construção de expressões algébricas por alunos surdos: as contribuições do Micromundo Mathsticks. 2012. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Universidade Bandeirante de São Paulo, São Paulo, 2012.

CUKIERKORN, M. M. O. B. A escolaridade especial do deficiente auditivo: estudo crítico sobre os procedimentos didáticos especiais. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 1996.

DALL'ACQUA, M. J. C.; VITALIANO, C. R. Algumas reflexões sobre o processo de inclusão em nosso contexto educacional. In: VITALIANO, C. R. (Org.). Formação de professores para inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Londrina: EDUEL, 2010. p. 17-30.

DONADO, C. C. Vozes das mãos e sons dos olhos: discursos algébricos de surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais – Libras. 2016. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Universidade Anhanguera de São Paulo, São Paulo, 2016.

FERREIRA, A.C. O trabalho colaborativo como ferramenta e contexto para o desenvolvimento profissional: compartilhando experiências. In: NACARATO, A. M; PAIVA, M. A. V. (Org.). A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas. Belo Horizonte: Autêntica, 2006, p. 149-166.

FRIZZARINI, S. T. Estudo dos registros de representação semiótica: implicações no ensino e aprendizagem da álgebra para alunos surdos fluentes em língua de sinais. 2014. Tese (Doutorado em Educação para a Ciência e a Matemática) – Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2014.

FRIZZARINI, S. T., NOGUEIRA, C. M. I., BORGES, F. A. As desigualdades matemáticas no ensino para surdos: aspectos epistemológicos, semiótico e didático. In: NOGUEIRA, C. M. I. Surdez, Inclusão e Matemática. Curitiba: CRV, 2013, p.213-236.

DA PONTE, João Pedro; BRANCO, Neusa; MATOS, Ana. Álgebra no Ensino Básico. Portugal: Ministério da Educação-BGIdc, p. 92-115, 2009.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Summus, 2015.

MAZZOTTA, M. J. S. Educação especial no Brasil: história e políticas públicas. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

MENEZES JUNIOR, A. D. S. M.; ALVES, I. M. Formação de professores para surdos no contexto sociopolítico atual. Conjecturas, v. 22, n. 1, p. 974-993, 2022.

MOROSINI, M. C.; FERNANDES, C. M. B. Estado do Conhecimento: conceitos, finalidades e interlocuções. Educação Por Escrito, v. 5, n. 2, p. 154–164, 2014.

NOBREGA, L. N. N.; SILVA, N. A. N.; BENITE, C. R. M. Interface entre o ensino de química e a educação especial: pressupostos teóricos para o atendimento especializado dos estudantes com altas habilidades ou superdotação. ACTIO, v, 7, n. 3, p. 1-23, 2022.

NOGUEIRA, C. M. I; MACHADO, E. L. O ensino de matemática para deficientes auditivos: uma visão psicopedagógica. 1996. Relatório final de projeto de pesquisa- Universidade Estadual de Maringá, Maringá/PR. 1996.

NOGUEIRA, C. M. I.; ZANQUETTA, M. E. Surdez, bilingüismo e o ensino tradicional de matemática: uma avaliação piagetiana. Zetetike, v. 16, n. 2, p. 218-237, 2008.

QUADROS, R. M. de. Educação de Surdos: A aquisição da linguagem. Porto Alegre: Artmed, 1997.

QUADROS, R. M. de. Situando as diferenças implicadas na educação de surdos: inclusão/exclusão. Ponto de vista: revista de educação e processos inclusivos, n, 5, p. 81-111, 2003.

RODRIGUES, G. F.; PEREIRA, L. de L. S.; BENITE, A. M. C. O ensino de Botânica em contexto bilíngue Português-Libras a partir da Teoria Histórico-Cultural. Ensaio: pesquisa em educação em ciências, Belo Horizonte, v. 27, p. 1-22, 2025.

RODRIGUES, C. M. da S.; THIENGO, E. R.; PENHA, N. M. da. O uso da Libras no processo de ensino e aprendizagem da matemática a estudantes surdos: elemento definitivo ou potencializador?. Boletim Cearense de Educação e História da Matemática, v. 10, n. 28, p. 1-15, 2023.

SANTANA, F. N. O ensino de álgebra para alunos surdos e ouvintes: as possibilidades pedagógicas da história da matemática. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 11., 2013, Curitiba. Anais [...]. Curitiba: SBEM, 2013, p.1-14.

SANTOS, C. R. Política para uma educação bilíngue e inclusiva a alunos surdos no município de Quirinópolis Goiás. 2019. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2019.

SANTOS, L. H. P. dos. A utilização de materiais concretos como procedimentos metodológicos utilizados no processo educativo do surdo no ensino da Álgebra na terceira série do ensino médio. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática) – Universidade Federal da Paraíba, Rio Tinto, 2022.

SILVA, I. B. D. Libras como interface no ensino de funções matemáticas para surdos: uma abordagem a partir das narrativas. 2016. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2016.

SILVA, M. P., LANDIM, E. A construção do pensamento algébrico pelo estudante surdo a partir de uma revisão sistemática da literatura. Diversitas Journal, v. 8, n. 2, p. 1157-1172, 2023.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 2009.

VITALIANO, C. R., VALENTE, S. M. P. A formação de professores reflexivos como condição necessária para a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. In: VITALIANO, C. R. (Org.). Formação de professores para inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Londrina: EDUEL, 2010. p. 31-48.

VITALIANO, R; MANZINI, E. J. A formação inicial de professores para inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. In: VITALIANO, C. R. (Org.). Formação de professores para inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Londrina: EDUEL, 2010. p. 49-112.

ZANONI, G. G. Uma sequência didática proposta para o ensino de funções na escola bilíngue para surdos. 2016. Dissertação (Mestrado em Ensino) – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, 2016.

Downloads

Publicado

30-01-2026

Como Citar

RODRIGUES DOS SANTOS, Cleibianne; PEREIRA, Lidiane de Lemos Soares; BENITE, Claudio Roberto Machado. EDUCAÇÃO MATEMÁTICA INCLUSIVA: o estado do conhecimento das pesquisas sobre o ensino de álgebra para surdos. Eventos Pedagógicos, [S. l.], v. 16, n. 3, p. 1195–1212, 2026. DOI: 10.30681/reps.v16i3.13957. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/reps/article/view/13957. Acesso em: 28 fev. 2026.