O LIVRO DIDÁTICO NA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E AS POSSIBILIDADES ETNOMATEMÁTICAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/reps.v16i3.13993

Palavras-chave:

Interculturalidade, Ensino, Matemática, Prática docente, Formação de professores

Resumo

Segundo a Etnomatemática, cada grupo cultural possui formas próprias de matematizar, o que exige uma educação que respeite seus saberes (D’Ambrosio, 2011). Este estudo faz uma reflexão crítica dos materiais didáticos adotados pela rede de ensino do Mato grosso do Sul, entre os anos de 2018 e 2024, discutindo as potencialidades da Etnomatemática para adaptar e contextualizar os conteúdos e conceitos matemáticos presentes nesses materiais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza documental, fundamentada nos pressupostos da Etnomatemática e da interculturalidade crítica. Os resultados revelam que os livros seguem predominantemente um currículo hegemônico, apresentam a matemática como conhecimento descontextualizado e praticamente ignoram as práticas socioculturais, as línguas e as formas de matematizar dos povos indígenas. Conclui-se que esses materiais oferecem pouca contribuição para a construção de uma educação escolar indígena diferenciada, intercultural e bilíngue, evidenciando a necessidade urgente de produção de livros didáticos elaborados em diálogo com as comunidades e com participação ativa de professores indígenas, além de formação docente que possibilite mediações culturais críticas e contextualizadas.

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Biografia do Autor

  • Janielle da Silva Melo, Universidade de Brasília (UnB)

    Doutora em Biotecnologia e Biodiversidade pela UFGD. Mestre em Ensino de Ciências pela UFMS. Graduada em Ciências Biológicas pela UFMS. Atualmente é Professora Adjunta III do Curso de Pedagogia da Universidade de Brasília -UNB e professora permanente do Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva - PROFEI na linha de pesquisa Inovação Tecnológica e Tecnologia Assistiva. Líder do Grupo de Pesquisa Formação de Professores em Práticas Transdisciplinares e Inclusivas. 

  • Heverton Pereira Rabelo, Centro Universitário Alves Farias (Unialfa)

    Mestrando em Direito Constitucional e Econômico pela UNIALFA. Especialista em Direito e Planejamento Tributário pela Universidade Estácio. Bacharel em Direito pelo Instituto de Educação Superior de Brasília. Advogado e sócio da Rabelo Consultoria Jurídica e Advocacia. Sócio da empresa de gestão de integridade e ESG Compliance.me. Possui ampla experiência em Controladoria, Compliance, Direito Digital, Proteção de Dados, Direito administrativo, Tributário, Empresarial e Civil. 

  • Edcarlos Vasconcelos da Silva, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

    Doutor em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública, FIOCRUZ (2022). Mestrado em Ensino Profissional de Matemática, UNIFRA-RS (2013-2015). Especialização em Estatística e Modelagem Quantitativa, UFSM-RS (2014-2015). Graduação em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal do Amapá (2006). É professor Adjunto da Universidade Federal do Amapá - UNIFAP no Curso de Licenciatura em Matemática e do Programa de pós graduação Mestrado Profissional em Educação Especial e Inclusiva-PROFEI. 

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Publicado

30-01-2026

Como Citar

MELO, Janielle da Silva; RABELO, Heverton Pereira; SILVA, Edcarlos Vasconcelos da. O LIVRO DIDÁTICO NA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E AS POSSIBILIDADES ETNOMATEMÁTICAS. Eventos Pedagógicos, [S. l.], v. 16, n. 3, p. 1266–1280, 2026. DOI: 10.30681/reps.v16i3.13993. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/reps/article/view/13993. Acesso em: 5 fev. 2026.