O pensamento decolonialista do sincretismo do vale do amanhecer

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/reps.v13i3.6421

Palavras-chave:

Sincretismo, Decolonialidade, Vale do Amanhecer

Resumo

Este artigo apresenta uma pesquisa etnográfica em andamento sobre o pensamento decolonialista presente no sincretismo religioso do culto do Vale do Amanhecer. Esta doutrina espiritualista representa uma transformação sincrética do multiculturalismo religioso brasileiro. A pesquisa analisará o pensamento decolonialista dentro deste universo simbólico que é parte significativa da cultura brasileira. Objetivamos também explicar a história do Vale do Amanhecer; compreender a união do pensamento decolonialista entre as diversas diásporas; explicar se e como aconteceu o vencimento do determinismo das religiões originárias e identificar as permanências, resistências e negações aos moldes hegemônicos das religiões originais. Acreditamos na hipótese de que se revelarão pensamentos de resistência decolonial, expostos pelos ritos e signos do culto. Os sincretismos brasileiros podem se apresentar como formas de resistência decolonial que criam novas realidades, com sentimentos de mais integração social do sujeito.

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Biografia do Autor

José Paulo dos Santos Rosas de Castro, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Graduado em Pedagogia pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS, 2021), membro do Grupo de Pesquisa em Acessibilidade e do Laboratório de Ações Inclusivas da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (GEPA LABAC/UFMS).

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Publicado

27-12-2022

Como Citar

Castro, J. P. dos S. R. de. (2022). O pensamento decolonialista do sincretismo do vale do amanhecer. Eventos Pedagógicos, 13(3), 742–756. https://doi.org/10.30681/reps.v13i3.6421

Edição

Seção

Seção Livre